O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança

Veja uma análise bem detalhada sobre esse brilhante trabalho de James C. Hunter, trabalho este, que nos faz refletir sobre se realmente sabemos liderar pessoas;
O livro conta a história de John Daily, um executivo bem sucedido e com uma família muito feliz.
Mas as coisas mudaram gradativamente. O relacionamento de John com sua esposa Rachel não estava indo bem e Rachel havia dito a ele que suas necessidades não estavam sendo satisfeitas, apesar do status e conforto proporcionado pela bela situação econômica de John.
O relacionamento de John com os filhos Sara e John. Jr também não ia bem, e John ficava cada vez mais distante deles.
No trabalho onde John era gerente-geral de uma grande fábrica e gozava de autonomia e ótima remuneração, de uma hora para outra, John foi surpreendido pela gerente de recursos humanos ao ser questionado sobre sua liderança, após uma campanha feita pelos empregados através do sindicato reivindicando melhorias no trabalho.
Até mesmo o time de uma pequena liga de beisebol que John treinava de forma voluntária parecia estar contra ele. Apesar das vitórias conquistadas no campo, vários pais reclamaram ao chefe da liga que seus filhos não se divertiam.
John estava passando por um momento difícil e resolveu participar de um retiro em um mosteiro cristão seduzido pela possibilidade de conhecer Leonard Hoffman, um ex-executivo de uma das maiores empresas dos Estados Unidos e considerado uma lenda nos círculos empresariais por sua capacidade de liderar e motivar pessoas.
Já dentro do mosteiro John descobriu que Leonard Hoffman havia recebido o nome de Simeão, que era coincidentemente o nome que o perseguia desde seu nascimento. Parecia que John havia sido preparado para esse momento ao longo de sua vida.
Simeão, que era um dos líderes do local, dirigiu várias reuniões e John que participara de todas elas foi destronado pela visão de Simeão sobre como liderar e o pensamento de John sobre liderança foi totalmente modificado.
Aprendendo a liderar
Hoffman (Simeão) dizia que: "É importante tratar outros seres humanos exatamente como você gostaria que eles o tratassem".
Essa frase de Hoffman (Simeão) resume seu segredo sobre a essência da liderança eficaz que é o amor.
Simeão também fez uma diferenciação entre poder e autoridade:
Poder: é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer.Autoridade: a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.
Com base nesses dois tópicos Simeão fez um comparativo entre o velho paradigma e o novo paradigma:
Velho Paradigma
Invencibilidade dos EUA
Administração centralizada
Japão: produtos de má qualidade
Gerenciamento
Eu penso
Apego a um modelo
Lucro a curto prazo
Trabalho
Evitar e temer mudanças
Está razoável Novo Paradigma
Concorrência global
Administração descentralizada
Japão: produtos de boa qualidade
Liderança
Causa e efeito
Melhoria contínua
Lucro a curto e longo prazos
Sócios
A mudança é uma constante
Defeito zero
Uma abordagem muito interessante feita pelo autor foi a questão da estrutura hierárquica. No velho paradigma a estrutura hierárquica era centralizada, tendo o presidente da organização no topo e o cliente no nível mais baixo. Já no Novo paradigma a situação se inverte, o cliente está no topo da estrutura hierárquica, enquanto que o presidente está no nível mais baixo, portanto a estrutura hierárquica é descentralizada.
Portanto aquele que quiser liderar com eficiência deve servir e não ser servido. O líder deve incentivar e dar condições para que as pessoas se tornem o melhor que podem ser. As pessoas possuem suas necessidades e com elas atendidas produzirão mais. É a lei da colheita: Colhemos o que plantamos, ou seja, hoje não precisamos mais de um super-gerente e sim de uma super-equipe, portanto disseminar o conhecimento dentro da organização e criar equipes fortes é o segredo para sobreviver nesse mercado competitivo.
A inspiração
Simeão afirmou com veemência que Jesus Cristo (o Deus da Bíblia sagrada cristã) foi sem dúvidas o maior líder de todos os tempos e que todo seu conhecimento sobre liderança havia sido copiado Dele.
Vejamos os nove tópicos vitais de amor e liderança mencionados por John e copiados de Jesus Cristo:
Paciência: Mostrar autocontrole
Bondade: Dar atenção, apreciação e incentivo
Humildade: Ser autêntico e sem pretensão ou arrogância
Respeito: Tratar os outros como pessoas importantes
Abnegação: Satisfazer as necessidades dos outros
Perdão: Desistir do ressentimento quando prejudicado
Honestidade: Ser livre de engano
Compromisso: Sustentar suas escolhas
Resultados: Serviço e Sacrifício: Pôr de lado suas vontades e necessidades; buscar o maior bem para os outros
Definitivamente o ato de amar, servir e doar-nos pelos outros nos da forças para sair do nosso egocentrismo, da nossa auto - adoração, amar os outros nos faz crescer, e nos permite dar aos nossos liderados uma nova visão, uma nova esperança de vida.
Mas a liderança não pode ser por imposição e sim de forma voluntária, pois o liderado deve seguir o líder não por medo, mas por acreditar em seus ideais.
Por isso é importante que o líder saiba ouvir os liderados. Ouvir é uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver.
Também é importante diferenciar a gerência da liderança. Gerenciamos nossa casa, nossas finanças, nossos arquivos, no entanto, não podemos gerenciar pessoas. Pois gerenciamos coisas e lideramos pessoas. Pessoas precisam de um líder que as façam desenvolver seus talentos ocultos, precisam de um líder que remova todas as barreiras, precisam de um líder que valorize seus talentos, por menores que sejam, ou seja, um líder motivador que ama seus liderados de maneira incondicional e que faz boas ações sem esperar nada em troca.
O Aprendizado
John era um gerente autoritário que não tinha tempo para a família, não aceitava ouvir ninguém, era egocêntrico, soberbo, vaidoso, mas, ao encontrar Simeão e aprender com ele conceitos sobre a verdadeira liderança, seus pensamentos mudaram.
John aprendeu que o líder que opta pela autoridade e influência (que é a verdadeira liderança) precisa fazer muitas escolhas, sacrifícios e ter muita, muita disciplina.
Aprendeu a importância da bondade, humildade, elogios, respeito, perdão, honestidade, abnegação, compromisso e paciência para a liderança ser eficaz. E que a estrutura organizacional deve ser descentralizada para que o cliente fique no topo e para que o líder sirva e dê suporte para toda sua equipe, e não apenas impor regras e dar ordens, pois somente assim é possível competir no novo mercado em que os clientes são cada vez mais inteligentes e exigentes.
Aprendeu que para cada esforço, há uma recompensa, e que a recompensa vai muito além de bens materiais e resultados, e que a alegria é um dos maiores presentes que alguém pode receber. A alegria é uma satisfação interior e a certeza de saber que estamos definitivamente em sintonia com os princípios profundos e permanentes da vida.
Aprendeu que algumas coisas em nossa vida não tem preço, e que ajudar uma pessoa definitivamente faz bem para nossa mente e coração.
Aprendeu que o maior líder de todos os tempos era também o maior servo e que havia lavado os pés de seus discípulos, demonstrando humildade.
Após se despedir de Simeão e os outros que participaram das reuniões no mosteiro, John se reencontra com sua esposa Rachel de uma forma totalmente diferente, pois ele já não era mais o mesmo, o velho John havia morrido e o novo John havia nascido, pronto para liderar qualquer área de sua vida tendo como base uma palavra, a saber: o amor.














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